
A decisão de um juiz do Condado de Suffolk de liberar um imigrante salvadorenho anteriormente deportado dos Estados Unidos provocou críticas da promotoria local. Pablo Aguilar-Alvarez, de 36 anos, foi considerado culpado na sexta-feira em um novo caso envolvendo condução sob efeito de álcool, mas deixou o tribunal sem a exigência de pagamento de fiança enquanto aguarda a sentença.
Segundo as informações apresentadas no processo, Aguilar-Alvarez possui um histórico de ocorrências semelhantes, incluindo condenações anteriores que remontam a 2012 e 2017. A acusação mais recente pode resultar em uma pena de até sete anos de prisão.
A sentença está prevista para 2 de outubro. Antes da decisão sobre sua liberação, representantes da promotoria argumentaram que havia preocupação com a possibilidade de o réu deixar a região antes da conclusão do processo.
O promotor distrital do Condado de Suffolk, Ray Tierney, criticou publicamente a decisão e afirmou que o histórico do réu deveria ter sido considerado na avaliação sobre sua permanência em liberdade.
Tierney também manifestou preocupação com a possibilidade de Aguilar-Alvarez voltar a dirigir antes da sentença.
O histórico migratório do salvadorenho também chamou atenção no caso. Não está claro quando ele entrou pela primeira vez nos Estados Unidos, mas Aguilar-Alvarez foi deportado em março de 2024, depois de uma condenação relacionada a uma ocorrência registrada em junho de 2022.
Em algum momento após a deportação, ele retornou aos Estados Unidos.
O episódio que resultou no processo atual ocorreu em novembro de 2025, em Southampton, em Long Island. De acordo com a promotoria, a namorada de Aguilar-Alvarez entrou em contato com o serviço de emergência 911 depois de perceber que ele havia consumido álcool e estava dirigindo.
Com as informações recebidas, policiais localizaram o veículo e realizaram uma abordagem. Segundo as autoridades, testes realizados posteriormente indicaram um nível de álcool superior ao limite permitido pela legislação.
Aguilar-Alvarez acabou levado à Justiça e, na sexta-feira, foi considerado culpado pelo júri.
Mesmo após o veredicto, o juiz Bryan Browns determinou que Aguilar-Alvarez poderia permanecer em liberdade enquanto aguarda a sentença.
Até o momento, não foram divulgados detalhes suficientes para esclarecer os fundamentos utilizados pelo magistrado para determinar a liberação.
Browns trabalhou anteriormente na unidade do Condado de Suffolk da Legal Aid Society, organização que oferece assistência jurídica a pessoas que não possuem condições financeiras de contratar um advogado particular. Segundo o promotor Tierney, a entidade participou da defesa de Aguilar-Alvarez no processo.
O magistrado também já atuou em outros processos relacionados à condução sob efeito de álcool, incluindo um caso de 2022 envolvendo um cidadão polonês acusado em um acidente fatal. Naquela ocasião, após o acusado ser localizado e extraditado aos Estados Unidos, Browns determinou sua detenção sem direito a fiança.
A liberação de Aguilar-Alvarez ocorre em meio ao debate nos Estados Unidos sobre imigração, reincidência criminal e os critérios utilizados pelos tribunais para determinar quando uma pessoa condenada pode permanecer em liberdade enquanto aguarda a sentença.
Aguilar-Alvarez deverá retornar ao tribunal em 2 de outubro, quando está prevista a definição de sua pena.