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EUA usam drones com sensores térmicos para reforçar combate à bicheira na fronteira

Tecnologia permite monitorar animais à distância, enquanto autoridades ampliam ações de prevenção no Texas e investem na produção de insetos esterilizados

Redação
Por: Redação Fonte: Da redação
11/08/2026 às 11h48
EUA usam drones com sensores térmicos para reforçar combate à bicheira na fronteira

Autoridades dos Estados Unidos estão recorrendo a drones equipados com tecnologia térmica para reforçar o monitoramento da bicheira do Novo Mundo, problema que voltou a preocupar produtores rurais e órgãos de defesa agropecuária principalmente no Texas.

A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, e o comissário da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), Rodney Scott, acompanharam nesta segunda-feira uma demonstração da tecnologia na Base Aérea de Moore, no Texas.

Durante a visita, representantes das duas agências formalizaram uma parceria para ampliar a cooperação no combate à disseminação da praga.

Uma das principais ferramentas utilizadas na operação são drones capazes de identificar variações de temperatura. Segundo Rollins, animais afetados podem apresentar aumento da temperatura corporal, permitindo que as equipes identifiquem possíveis casos que precisam de avaliação mais detalhada.

A tecnologia é considerada especialmente útil para o acompanhamento de animais silvestres, que circulam por grandes áreas e são mais difíceis de observar pelos métodos tradicionais.

Texas concentra atenção das autoridades

Dados divulgados recentemente pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam 45 registros da bicheira do Novo Mundo desde o início do atual surto no país. No começo de agosto, cinco casos permaneciam ativos.

O primeiro registro deste novo episódio nos Estados Unidos foi confirmado em junho no Texas. Desde então, autoridades federais e estaduais vêm ampliando as medidas de vigilância e prevenção.

O problema representa uma preocupação especialmente importante para a pecuária. A bicheira é provocada pelas larvas de uma espécie de mosca parasita e pode causar sérios problemas de saúde nos animais quando não identificada e tratada adequadamente.

Além dos drones, equipes estão utilizando diferentes formas de monitoramento para tentar identificar rapidamente novos focos e impedir que a praga se estabeleça em outras regiões.

Milhões de moscas esterilizadas são liberadas

Outra estratégia adotada pelas autoridades envolve a liberação de grandes quantidades de moscas macho esterilizadas.

A técnica busca reduzir gradualmente a reprodução do inseto. Quando os machos esterilizados acasalam com as fêmeas, não são gerados novos descendentes, ajudando a diminuir a população ao longo do tempo.

O governo norte-americano também está acelerando a construção de uma instalação no Texas destinada à produção desses insetos. Segundo informações divulgadas nesta semana, a unidade deverá entrar em operação antes do cronograma originalmente previsto e terá capacidade inicial para acrescentar cerca de 100 milhões de moscas esterilizadas por semana às ações de combate.

A estratégia faz parte de uma mobilização maior que reúne tecnologia, fiscalização, pesquisadores e produtores rurais.

O USDA também está financiando dezenas de projetos que estudam novas maneiras de identificar e controlar a bicheira, incluindo inteligência artificial, drones, sistemas de monitoramento e outras ferramentas de detecção.

Monitoramento deve continuar

Proprietários rurais, pecuaristas e caçadores também estão sendo incentivados a observar os animais e comunicar possíveis sinais de problemas às autoridades responsáveis.

Câmeras instaladas em propriedades podem ajudar nesse trabalho, principalmente em regiões com grande circulação de animais silvestres.

Para as autoridades norte-americanas, a combinação de vigilância terrestre, drones, novas tecnologias e liberação de insetos esterilizados será fundamental para impedir que a bicheira volte a se estabelecer de forma permanente nos Estados Unidos.

Apesar dos avanços registrados nas últimas semanas, o governo afirma que o monitoramento continuará intensificado nas áreas consideradas de maior risco.

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