
Um cidadão mexicano que já havia sido deportado dos Estados Unidos em outras ocasiões foi condenado a 20 anos de prisão federal após retornar ao país sem autorização e ser investigado por crimes envolvendo menores.
Erik Santana-Garcia, de 34 anos, que vivia em Salt Lake City, no estado de Utah, recebeu a sentença no dia 30 de julho. Além dos 20 anos de prisão, ele ficará sob supervisão das autoridades pelo resto da vida após deixar o sistema penitenciário.
Segundo o Ministério Público Federal do Distrito Oeste do Missouri, Santana-Garcia havia se declarado culpado em março em um processo que reuniu acusações relacionadas ao transporte de um menor entre estados para fins ilegais, posse de conteúdo ilegal envolvendo menores e retorno não autorizado aos Estados Unidos depois de uma deportação.
O caso que levou à prisão começou em novembro de 2024. De acordo com os promotores, Santana-Garcia deixou Utah acompanhado de um menor e pretendia seguir até Nova York.
A viagem, porém, foi interrompida dois dias depois, quando policiais de Oak Grove, no Missouri, localizaram os dois.
A investigação prosseguiu com a participação de agentes federais. Durante a análise de um telefone apreendido no momento da prisão, investigadores afirmaram ter encontrado conteúdo ilegal relacionado a um segundo menor.
O material passou a integrar o processo federal contra Santana-Garcia.
Os promotores também informaram que o mexicano já havia sido retirado dos Estados Unidos diversas vezes antes desse caso. A deportação mais recente registrada pelas autoridades ocorreu em março de 2019.
O Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) destacou a participação de equipes da Homeland Security Investigations (HSI) de Kansas City, Salt Lake City e Billings, além da polícia de Oak Grove, na investigação e prisão.
Segundo o ICE, após cumprir integralmente a sentença de 20 anos, Santana-Garcia deverá passar pelo processo de deportação para o México.
O caso foi citado pelas autoridades federais como parte dos esforços conjuntos entre órgãos de imigração e forças policiais locais para localizar pessoas que retornam aos Estados Unidos sem autorização e são investigadas por crimes graves.