
O sistema financeiro dos Estados Unidos entrou em uma nova fase de atenção às regras de identificação e avaliação de clientes. Medidas adotadas pelo governo do presidente Donald Trump colocaram a situação de pessoas sem autorização de trabalho entre os fatores que podem ser considerados na análise de determinadas operações bancárias e pedidos de crédito.
A iniciativa está ligada a uma ordem executiva assinada em maio de 2026, que orienta órgãos federais a reforçarem procedimentos destinados à identificação de possíveis riscos dentro do sistema financeiro. Na prática, bancos e outras instituições podem aumentar verificações antes de aprovar determinados serviços.
A mudança desperta atenção principalmente entre imigrantes que utilizam o Individual Taxpayer Identification Number (ITIN). Emitido pelo IRS, o número permite que pessoas que não possuem Social Security Number cumpram suas obrigações fiscais nos Estados Unidos.
O ITIN continua válido para sua finalidade tributária. As novas orientações, porém, podem fazer com que instituições financeiras solicitem informações adicionais em algumas situações, especialmente durante análises para abertura de contas, concessão de empréstimos ou outros produtos de crédito.
Um ponto importante é que a medida não estabelece o encerramento automático de contas bancárias de pessoas sem status migratório regular. Também não existe uma determinação geral tornando ilegal manter uma conta utilizando o ITIN.
O que muda é o nível de atenção que pode ser aplicado pelas instituições. Cada banco continua responsável por seus procedimentos internos e pelo cumprimento das normas federais aplicáveis ao setor financeiro.
Diante desse cenário, clientes que utilizam ITIN devem acompanhar eventuais comunicados de suas instituições e manter seus documentos e informações cadastrais atualizados. Em caso de dúvidas sobre uma conta específica, a recomendação é buscar esclarecimentos diretamente com o banco.
As medidas mostram que as políticas migratórias da atual administração estão alcançando também questões financeiras, acrescentando novos critérios de avaliação para instituições que oferecem contas, empréstimos e outros serviços nos Estados Unidos.