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Disputa entre músico e Kennedy Center termina com cobrança de US$ 252 mil

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Redação
Por: Redação
12/08/2026 às 14h00
Disputa entre músico e Kennedy Center termina com cobrança de US$ 252 mil

Uma disputa envolvendo o Kennedy Center, em Washington, D.C., e o músico de jazz Chuck Redd ganhou um novo capítulo. A Justiça determinou que a instituição cultural pague aproximadamente US$ 252 mil para cobrir honorários advocatícios e outros gastos acumulados pelo artista durante o processo.

O conflito teve origem na decisão de Redd de deixar a programação de Natal do centro cultural no fim de 2025. Presença conhecida nesses eventos ao longo dos anos, o músico optou por não participar daquela edição em meio às mudanças realizadas na instituição e à controvérsia envolvendo a inclusão do nome do presidente Donald Trump.

A saída do artista acabou sendo levada aos tribunais. O Kennedy Center argumentou que existia um compromisso para que Redd se apresentasse por US$ 6.500 e buscou responsabilizá-lo financeiramente pelo cancelamento.

A tentativa não avançou. Em junho, a juíza Tanya Jones Bosier, do Tribunal Superior do Distrito de Columbia, encerrou o caso após considerar, entre outros fatores, que o documento referente à apresentação não havia sido assinado pelo músico.

Com a derrota da instituição, a discussão passou a envolver os gastos de Redd para se defender judicialmente. A decisão mais recente estabeleceu o ressarcimento de cerca de US$ 252 mil.

A advogada Lisa J. Banks, que representa o artista, afirmou que a ação não tinha fundamento e criticou a forma como o caso foi conduzido. Para a defesa, a iniciativa buscava pressionar uma pessoa que havia manifestado discordância em relação às mudanças no centro cultural.

Antes de o processo ser rejeitado, Richard Grenell, então à frente do Kennedy Center, havia indicado publicamente que a instituição poderia exigir até US$ 1 milhão de Redd, classificando a desistência da apresentação como uma atitude política.

O episódio ocorre em um período de transformações e debates sobre a administração do Kennedy Center. O caso, que começou com a saída de um músico de uma apresentação de Natal, terminou até agora com a rejeição das acusações contra Redd e uma conta de seis dígitos para a instituição.

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