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PF deflagra operação contra grupo suspeito de levar brasileiros ilegalmente aos Estados Unidos

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Redação
Por: Redação Fonte: Da redação
10/08/2026 às 12h47 Atualizada em 10/08/2026 às 13h57
PF deflagra operação contra grupo suspeito de levar brasileiros ilegalmente aos Estados Unidos

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (3), a Operação Ponto Final, com o objetivo de desarticular uma organização suspeita de promover a migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos. A ação foi realizada em Governador Valadares, no leste de Minas Gerais, cidade historicamente conhecida pelo grande fluxo migratório para o exterior.

Durante a operação, agentes federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão. Foram recolhidos documentos, celulares, computadores, mídias digitais e outros materiais que poderão auxiliar no aprofundamento das investigações.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo investigado atuava há vários anos recrutando pessoas interessadas em ingressar clandestinamente nos Estados Unidos. As apurações indicam que os suspeitos cobravam quantias elevadas para organizar as viagens e, em algumas situações, exigiam que os clientes entregassem bens como veículos, imóveis e outros patrimônios como forma de pagamento.

As investigações também apontam que diversas vítimas foram expostas a condições de extrema vulnerabilidade durante o trajeto migratório. Além dos riscos enfrentados ao longo da viagem, há relatos de ameaças e cobranças abusivas feitas pelo grupo, mesmo após o início do deslocamento.

Segundo a Polícia Federal, as diligências continuam para identificar todos os envolvidos, dimensionar a atuação da organização criminosa e verificar se há outros beneficiários do esquema.

Os investigados poderão responder por promoção de migração ilegal, associação criminosa e outros crimes que venham a ser identificados no decorrer das investigações.

A corporação informou que o nome Operação Ponto Final simboliza o propósito de interromper definitivamente as atividades da organização investigada, que, conforme as apurações, vinha atuando há anos e fazendo sucessivas vítimas na região. A PF não divulgou o número de pessoas investigadas nem os valores movimentados pelo suposto esquema.

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