
É claro que todos nós sabemos que a América é muito mais do que os Estados Unidos. Mas você já parou para pensar por que, no dia a dia, quase todo brasileiro chama os Estados Unidos simplesmente de 'América'?
Pouca gente conhece a origem desse nome.
Na verdade, América é todo o continente, formado pela América do Norte, América Central e América do Sul. Em termos geográficos, ela se estende desde a Ilha de Ellesmere, no extremo norte do Canadá, banhada pelo Oceano Glacial Ártico, até o Cabo Horn, no extremo sul do Chile, passando também pela região da Terra do Fogo, compartilhada entre Chile e Argentina.
O nome surgiu logo após a descoberta do Brasil.
Em 1501, o rei de Portugal, Dom Manuel I, financiou uma expedição para explorar e mapear as novas terras. Entre os navegadores estava o italiano Américo Vespúcio.
Ao voltar para a Europa, Vespúcio escreveu um relato em latim chamado Mundus Novus ('Novo Mundo'). O texto fez enorme sucesso e foi traduzido para vários idiomas.
Em 1507, o cartógrafo alemão Martin Waldseemüller, convencido de que aquelas terras formavam um continente totalmente novo, publicou um mapa-múndi e decidiu chamá-las de América, em homenagem a Américo Vespúcio.
Desde então, esse nome passou a identificar todo o continente.
Agora vem a coincidência curiosa...
O livro de Vespúcio falava de um 'Novo Mundo'. E, para milhares de brasileiros - especialmente para muitos valadarenses que construíram sua história de vida nos Estados Unidos - aquele país também acabou representando um 'Novo Mundo': um lugar de esperança, de oportunidades, de trabalho e da busca por uma qualidade de vida melhor.
E talvez exista uma coincidência ainda maior.
Para muitos valadarenses, a busca por esse 'novo' mundo começou justamente pelo cansaço com a 'velha' política, com a 'velha' cartilha e com a 'velha' forma de fazer política. Afinal, quando as oportunidades não chegam até as pessoas, as pessoas acabam indo atrás das oportunidades.
Resumindo a farofa: 'Novo Mundo' acabou se transformando, para muitos, em sinônimo de esperança.
A História, às vezes, faz dessas coincidências que parecem até ter sido escritas de propósito.