
A enfermeira Deborah Kapisha, que trabalha no Maine e havia sido detida por autoridades federais de imigração no Aeroporto Internacional Logan, em Boston, foi liberada da custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE).
A informação sobre a liberação foi divulgada por representantes de enfermeiros e por uma congressista do Maine. O caso ganhou repercussão na Nova Inglaterra e provocou uma ampla mobilização em apoio à profissional.
Kapisha, natural da Zâmbia, recebeu o apoio de centenas de enfermeiros, que participaram de uma manifestação pedindo sua liberação. Organizações trabalhistas e representantes da comunidade também acompanharam o caso.
Segundo o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), a enfermeira permaneceu no país após o vencimento de seus vistos. Já a Associação de Enfermeiros do Estado do Maine afirma que Kapisha possui autorização para permanecer e trabalhar nos Estados Unidos enquanto aguarda uma decisão sobre seu pedido de asilo.
As autoridades federais ressaltam que a existência de um pedido de asilo em andamento não significa, por si só, que uma pessoa tenha status imigratório legal. Especialistas explicam que cada situação depende das circunstâncias e dos procedimentos aplicáveis ao processo migratório.
Antes da liberação, apoiadores de Kapisha também haviam conseguido impedir temporariamente que ela fosse transferida de Massachusetts para uma unidade de imigração na Louisiana enquanto questões judiciais relacionadas ao caso eram analisadas.
A mobilização reuniu profissionais da área da saúde e representantes de organizações trabalhistas de diferentes pontos da Nova Inglaterra.
Com a liberação da enfermeira, seus apoiadores comemoraram o resultado da campanha, enquanto o processo migratório de Kapisha deverá continuar sendo analisado pelas autoridades competentes.