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Professor brasileiro de jiu-jítsu é preso pelo ICE na Pensilvânia e mobiliza alunos em campanha por liberdade

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Redação
Por: Redação Fonte: Da redação
08/08/2026 às 12h48
Professor brasileiro de jiu-jítsu é preso pelo ICE na Pensilvânia e mobiliza alunos em campanha por liberdade

A prisão do professor brasileiro de jiu-jítsu Thiago Brito, de 34 anos, por agentes do Departamento de Imigração dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês), desencadeou uma forte mobilização entre alunos, familiares e integrantes da comunidade esportiva na Filadélfia, estado da Pensilvânia. Conhecido pelo trabalho com crianças e adolescentes, o faixa-preta passou a ser alvo de uma campanha que pede sua libertação e arrecada recursos para custear sua defesa jurídica.

Natural de São Paulo, Thiago mora nos Estados Unidos há aproximadamente dez anos, período em que construiu uma carreira como professor de jiu-jítsu na academia Tri State Kickboxing & MMA, na Filadélfia. Ao longo de duas décadas dedicadas ao esporte, conquistou títulos em competições nacionais e internacionais e tornou-se uma referência para dezenas de jovens atletas da região.

A detenção ocorreu no dia 24 de julho, no Aeroporto Internacional da Filadélfia, quando o brasileiro embarcava para Orlando, na Flórida. Ele acompanharia seus alunos ao Pan Kids, considerado um dos mais importantes campeonatos de jiu-jítsu do mundo voltado para crianças e adolescentes. Segundo relatos da família, Thiago entrou nos Estados Unidos com visto de turista há cerca de dez anos e, posteriormente, tentou regularizar sua situação migratória, mas não obteve autorização para permanecer e trabalhar legalmente no país.

Após a prisão, o professor foi levado inicialmente para o Federal Detention Center (FDC), na Filadélfia, e depois transferido para o Moshannon Valley Processing Center, centro de detenção de imigrantes localizado na Pensilvânia, onde permanece sob custódia do ICE enquanto aguarda a tramitação de seu processo migratório. Até o momento, as autoridades americanas não divulgaram detalhes sobre o caso nem informaram quando haverá uma decisão sobre uma eventual deportação ou possível liberação.

A resposta da comunidade foi imediata. Crianças e adolescentes que treinam com Thiago escreveram cartas, fizeram desenhos e gravaram vídeos pedindo que o professor possa voltar para casa. Muitos descrevem o brasileiro como um mentor que ultrapassou os limites do esporte.

Um dos depoimentos mais emocionantes foi o do adolescente Liam Karas, de 14 anos, que afirmou considerar Thiago "como um terceiro pai". Segundo ele, além de ensinar técnicas de jiu-jítsu, o brasileiro contribuiu para sua formação pessoal, transmitindo valores como disciplina, respeito e perseverança. Já Landry, de apenas 9 anos, escreveu que o professor sempre lhe ensinou que cometer erros faz parte do aprendizado e pediu que ele tivesse a oportunidade de retornar à academia.

Pais de alunos também se uniram ao movimento. Muitos destacam que Thiago desempenhou um papel fundamental na formação de dezenas de jovens ao longo dos últimos dez anos, oferecendo orientação, incentivo e apoio emocional dentro e fora dos tatames. As mensagens foram compartilhadas nas redes sociais e deverão integrar a documentação apresentada pelos advogados na tentativa de demonstrar o impacto positivo do professor na comunidade local.

Paralelamente, a academia onde Thiago trabalha lançou uma campanha de arrecadação para cobrir os custos jurídicos do processo e ajudar a compensar a perda de renda causada pela detenção. A mobilização rapidamente ganhou força entre alunos, ex-alunos e simpatizantes do esporte, que esperam sensibilizar as autoridades migratórias para a importância do trabalho desenvolvido pelo brasileiro nos Estados Unidos.

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