
Duas mulheres foram presas pela Polícia Estadual de New Hampshire em um intervalo de apenas dois dias, acusadas de utilizar documentos fraudulentos em procedimentos relacionados à obtenção de carteiras de motorista. Segundo as autoridades, os episódios não têm relação entre si.
O primeiro caso ocorreu na terça-feira, 1º de setembro, e envolveu a brasileira Nathali De Paila Garcia Da Silva, de 39 anos, residente em Nashua.
De acordo com a Polícia Estadual, Da Silva compareceu à unidade do Department of Motor Vehicles (DMV) em Concord para tentar obter uma carteira de motorista. Durante o procedimento, ela teria apresentado documentos que as autoridades consideraram fraudulentos.
Após a identificação da suposta irregularidade, policiais estaduais foram acionados e efetuaram a prisão. A brasileira foi acusada de adulteração de registros ou informações públicas (tampering with public records or information).
As autoridades informaram que não havia fotografia de registro da prisão disponível, mas não explicaram o motivo. Também não divulgaram informações sobre a situação imigratória de Nathali. Portanto, o registro da ocorrência, por si só, não permite determinar seu status de imigração nos Estados Unidos.
No dia seguinte, 2 de setembro, policiais estaduais realizaram outra prisão relacionada a uma tentativa de obter uma carteira de motorista, desta vez envolvendo Heidi Johnson, de 63 anos, moradora de Franklin.
Segundo a polícia, Johnson tentava recuperar sua habilitação após uma condenação por dirigir sob efeito de álcool. Durante o processo, ela teria apresentado um certificado fraudulento de conclusão do Impaired Driver Care Management Program (IDCMP), programa exigido em determinadas situações envolvendo motoristas condenados por dirigir sob influência.
Johnson também foi presa e acusada de adulteração de registros ou informações públicas.
Apesar de terem ocorrido em dias consecutivos e envolverem procedimentos do DMV, a Polícia Estadual afirma que os dois casos são independentes.
As acusações representam alegações das autoridades. As duas mulheres têm direito à presunção de inocência enquanto os respectivos casos seguem o processo judicial.