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Megaoperação do ICE prende 1.226 imigrantes na Geórgia; mais de 700 tinham acusações ou condenações

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Por: Leandro Vieira Fonte: Da Redação
07/09/2026 às 23h00
Megaoperação do ICE prende 1.226 imigrantes na Geórgia; mais de 700 tinham acusações ou condenações
Image ilustrativa

Uma ampla operação de fiscalização migratória realizada pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) resultou na prisão de 1.226 imigrantes na Geórgia, segundo informações divulgadas pela agência federal. A ação, denominada “Operation Safe Community Atlanta”, está entre as maiores ofensivas recentes de imigração realizadas no estado.

De acordo com o ICE, 720 dos 1.226 detidos — cerca de 59% — tinham condenações criminais ou acusações pendentes nos Estados Unidos. Entre os históricos mencionados pela agência estão crimes sexuais, delitos contra crianças, agressão, violência, direção sob influência de álcool ou drogas (DUI), além de outras infrações.

O ICE afirma que a operação teve como objetivo localizar e retirar das comunidades pessoas consideradas uma ameaça à segurança pública. Autoridades federais destacaram especialmente os casos envolvendo indivíduos com antecedentes criminais. No entanto, os números divulgados mostram que nem todos os presos tinham condenações ou acusações criminais: aproximadamente 500 detidos não foram incluídos pelo ICE nessa categoria, embora estivessem sujeitos à aplicação das leis de imigração.

A “Operation Safe Community Atlanta” já vinha sendo realizada pelo menos desde o final de julho. Em 28 de julho, o Departamento de Segurança Interna (DHS) e o ICE divulgaram imagens mostrando agentes efetuando prisões na região metropolitana de Atlanta. Na ocasião, as autoridades confirmaram que as detenções faziam parte da operação, mas ainda não haviam apresentado um balanço geral.

Apesar da dimensão da ação, ainda existem pontos sem esclarecimento. O ICE não apresentou uma lista completa das cidades e condados onde ocorreram as 1.226 prisões nem detalhou publicamente o período exato abrangido pelo balanço. Isso dificulta determinar quais comunidades da Geórgia concentraram o maior número de detenções.

A operação acontece em meio à intensificação das ações de fiscalização migratória na região de Atlanta. Nas últimas semanas, moradores e organizações que acompanham a comunidade imigrante já vinham relatando aumento da presença de agentes federais e das operações migratórias na região metropolitana.

Até o momento, também não foi divulgado um levantamento completo das nacionalidades das pessoas presas, o que impede determinar, com base nas informações públicas disponíveis, quantos brasileiros estariam entre os 1.226 detidos.

O balanço reforça o aumento da fiscalização migratória na Geórgia e mantém comunidades de imigrantes em alerta diante da possibilidade de novas operações em Atlanta e outras regiões do estado.

Alabama Department of Corrections signs contract with ICE

The Alabama Department of Corrections signed an agreement in July with Immigration and Customs Enforcement to assist the federal agency to identify and process immigrants with pending or active criminal charges.

According to an ICE spreadsheet updated last week on law enforcement agencies that have signed onto a local immigration enforcement program known as the 287(g) program, ADOC and ICE signed a memorandum of understanding on July 22. The agreement was not immediately available on the website; the Alabama Reflector requested a copy of the contract from ICE and ADOC on Monday and sent messages seeking comment.

The Alabama Coalition for Immigrant Justice, which advocates for immigrants in the state, said in a statement Monday that communities need more support and not fear, and called on Corrections to end its agreement with ICE, which it wants abolished.

“We condemn the continuous cooperation between these and other agencies who are assisting in this mass deportation agenda,” the statement said. “Alabama has a history of using law enforcement and other criminal justice agencies to take beloved Alabamians from their homes and their communities.”

The ICE website lists ADOC as part of a Jail Enforcement Model that permits “designated immigration officers to identify and process removable aliens who have pending or active criminal charges.”

ADOC has struggled for years with violence and overcrowding in state prisons, and faces multiple lawsuits over safety and inadequate services in Alabama’s correctional facilities. The U.S. Department of Justice sued the state in 2020 after releasing three reports detailing physical and sexual assaults throughout men’s prisons in the state.

The 287(g) program allows Immigration and Customs Enforcement to deputize local and state agencies to enforce the nation’s immigration laws in different capacities. The ADOC is one of 67 agencies within the state to have such agreements with the federal government.

ADOC is the only state agency that has entered into any agreement with ICE as part of the 287(g) program, according to the spreadsheet. Other Alabama law enforcement agencies involved in the program include the Wetumpka and Demopolis police departments and the sheriff’s offices of Pickens and Blount counties.

The Mobile County Sheriff’s Office has joined the program, according to ICE, but is the only county or city-wide law enforcement agency among the state’s four largest cities — Huntsville, Birmingham, Montgomery and Mobile — to be in it.

Besides the Jail Enforcement Model, ICE uses two other models. The Task Force Model allows designated immigration officers to enforce the country’s immigration laws while they are on duty or as part of a task force. The third model is a Warrant Service Officer Model that allows designated immigration officers to serve and execute administrative warrants for those within their custody.

Some agencies have agreements in place with ICE to serve in multiple capacities. The Autauga County Sheriff’s Office has agreements for all three models, while the Lawrence County Sheriff’s Office is part of the Task Force and Warrant Officer models.

The rate of immigration to Alabama is relatively low compared with other states. According to the U.S. Census Bureau, about 4.5% of Alabama’s population is foreign-born, compared to 14.8% nationwide.

 Imigrante denuncia ter sido agredido por agentes do ICE até perder a consciência na Virgínia

Um imigrante mexicano de 45 anos denunciou ter sido agredido durante uma abordagem de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) quando seguia para o trabalho em Arlington, na Virgínia. José Mejía Hernández afirma que recebeu uma descarga de uma arma elétrica, perdeu a consciência e só voltou a despertar horas depois, já em um hospital e com vários ferimentos no rosto. O caso ganhou repercussão depois que sua filha, Saraí Mejía, publicou nas redes sociais um vídeo com o depoimento do pai.

Segundo Mejía, o episódio aconteceu em 11 de agosto. Ele contou que caminhava em direção a um ponto de ônibus para ir trabalhar quando duas caminhonetes pararam próximo dele e homens que seriam agentes do ICE desembarcaram rapidamente. Assustado, o mexicano disse que tentou correr.

Mejía afirma que, durante a tentativa de fuga, foi atingido pelas costas por uma descarga de uma pistola elétrica utilizada pelos agentes. Depois disso, segundo seu relato, perdeu completamente a consciência. “Tratei de correr, eles dispararam pelas minhas costas com uma pistola elétrica”, relatou à Univision.

Quando recuperou a consciência, Mejía disse que já estava internado em um hospital, com o rosto bastante machucado. Imagens divulgadas posteriormente mostram hematomas ao redor dos olhos e ferimentos na região da boca. Segundo publicação da N+ Univision, ele precisou receber sete pontos no lábio.

O mexicano afirma que permaneceu hospitalizado por aproximadamente três dias e recebeu alta em 15 de agosto. Ele também disse ter sido informado por profissionais de enfermagem de que apresentava um sangramento interno na cabeça, situação que continuava causando preocupação após sua saída da unidade médica.

Mejía declarou não acreditar que todas as lesões tenham sido provocadas simplesmente pela queda após receber a descarga elétrica. Segundo ele, a intensidade dos ferimentos levantou dúvidas sobre o que teria acontecido enquanto estava inconsciente.

“Esses golpes que tenho não acredito que tenham sido da queda. Parecem fortes demais”, afirmou. Ele também relatou que continuava sentindo dores e pretendia retornar ao hospital para realizar uma nova avaliação e verificar a gravidade do suposto sangramento na cabeça.

Após receber alta, Mejía disse que agentes passaram a tratá-lo de maneira diferente, oferecendo comida e outras formas de assistência. Em seguida, segundo seu relato, ele foi levado a uma instalação do ICE, onde recebeu um monitor eletrônico colocado no tornozelo, permanecendo fora da custódia física enquanto seu processo migratório prossegue.

O mexicano informou ainda que tinha uma audiência judicial marcada para esta segunda-feira, 17 de agosto. Até a publicação das reportagens consultadas, porém, não haviam sido divulgados o tribunal responsável, o número do processo ou detalhes sobre a situação migratória que motivou a tentativa de detenção.

Natural do Estado do México, Mejía afirmou que trabalha para sustentar a família, que possui filhos no México e que sua esposa vive com ele nos Estados Unidos. Segundo o imigrante, ele decidiu tornar público o ocorrido na esperança de conseguir orientação e apoio.

O relato também foi divulgado nesta segunda-feira pela Noticias Telemundo. A emissora informou que Mejía afirma ter sido interceptado por duas caminhonetes enquanto seguia para o trabalho, tentou correr e foi atingido por uma arma elétrica antes de perder a consciência e acordar posteriormente no hospital.

Até o momento, não foi localizada uma manifestação pública detalhada do ICE ou do Departamento de Segurança Interna (DHS) apresentando a versão das autoridades sobre a abordagem. Também não foram divulgados documentos médicos ou imagens completas da operação que permitam determinar de forma independente como todos os ferimentos foram provocados.

Por isso, a informação de que Mejía teria sido golpeado pelos agentes deve ser tratada, neste momento, como uma denúncia feita pelo próprio imigrante e por sua família. O fato de ele ter sido atingido por uma arma elétrica e ter acordado posteriormente hospitalizado faz parte do relato apresentado por Mejía e divulgado por Univision e Telemundo.

O episódio ocorre em meio à intensificação das operações migratórias na região de Washington, D.C., Maryland e Virgínia e aumenta os questionamentos de organizações e moradores sobre o uso da força durante abordagens envolvendo agentes federais de imigração.

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