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Estados Unidos atualizam alerta de viagem para o Brasil e reforçam restrições de segurança

Departamento de Estado mantém o país no Nível 2, mas recomenda que americanos não viajem para áreas de fronteira e comunidades informais; funcionários do governo precisam de autorização especial para acessar determinadas regiões

02/09/2026 às 20h00 Atualizada em 02/09/2026 às 20h35
Por: Leandro Vieira Fonte: Da Redação
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos atualizou, em 31 de agosto, seu alerta oficial de viagem para o Brasil e reforçou uma série de recomendações de segurança para cidadãos americanos que pretendem visitar o país. O documento destaca riscos relacionados principalmente à criminalidade e a sequestros, além de estabelecer restrições específicas para funcionários do governo dos EUA que trabalham em território brasileiro.

Apesar da atualização, o governo americano não aumentou o nível geral de risco do Brasil. O país permanece no Nível 2 — “Exercise Increased Caution”, que recomenda aos viajantes exercer maior cautela.

O próprio histórico do Departamento de Estado esclarece que não houve mudança no nível do alerta nem nos indicadores de risco em 31 de agosto. O que ocorreu foi uma atualização do resumo e das orientações apresentadas aos viajantes.

 Crimes violentos estão entre as preocupações

Segundo o Departamento de Estado, crimes violentos podem ocorrer em áreas urbanas brasileiras tanto durante o dia quanto à noite. Entre as ocorrências citadas estão homicídios, roubos à mão armada e roubos de veículos.

O alerta também menciona a presença de organizações criminosas relacionadas ao tráfico de drogas e chama atenção para casos em que criminosos utilizam sedativos ou outras drogas para incapacitar vítimas antes de roubá-las, situação apontada especialmente no Rio de Janeiro.

As autoridades americanas também alertam para criminosos que procuram estrangeiros por meio de aplicativos de relacionamento ou em bares, aproximando-se das vítimas antes de dopá-las e roubá-las.

 

 Governo recomenda não viajar para determinadas áreas

Embora o Brasil permaneça no Nível 2 de maneira geral, algumas regiões recebem a recomendação mais severa, equivalente ao Nível 4 — “Do Not Travel” (Não viaje).

O governo americano recomenda que seus cidadãos não viajem para áreas próximas às fronteiras terrestres internacionais, citando riscos relacionados à criminalidade e sequestros.

A orientação também inclui comunidades informais, como favelas, vilas e comunidades, devido ao risco de violência. O Departamento de Estado afirma que a situação de segurança nesses locais pode mudar rapidamente e recomenda que turistas não entrem nessas áreas nem mesmo acompanhados por excursões.

Existem exceções para viagens ao Parque Nacional do Iguaçu e ao Pantanal.

Funcionários americanos enfrentam restrições

As regras são ainda mais específicas para funcionários do governo dos Estados Unidos que trabalham no Brasil.

Eles precisam obter autorização especial para viajar dentro de uma faixa de aproximadamente 160 quilômetros das fronteiras terrestres internacionais e para entrar em comunidades informais.

Em Brasília, funcionários americanos também precisam de autorização especial para visitar as regiões administrativas de Ceilândia, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá entre 18h e 6h.

Além disso, o governo dos EUA orienta seus funcionários a não utilizar ônibus municipais no Brasil, apontando riscos de roubos e agressões, especialmente durante a noite.

Alerta cita sequestro-relâmpago e transferências por Pix

Outro ponto que chama atenção no documento é a referência direta aos chamados sequestros-relâmpago.

Segundo o Departamento de Estado, grupos criminosos podem abordar pessoas que acabaram de utilizar caixas eletrônicos ou deixaram agências bancárias.

Em algumas situações, vítimas são mantidas sob ameaça de armas e obrigadas a realizar saques em diferentes caixas eletrônicos ou fazer transferências por aplicativos bancários. O governo americano menciona especificamente o Pix como uma das formas utilizadas pelos criminosos para obter dinheiro das vítimas.

O alerta afirma que brasileiros são os principais alvos desse tipo de crime, embora estrangeiros também estejam vulneráveis.

Recomendações aos viajantes

Entre as precauções recomendadas estão evitar exibir joias, relógios caros ou outros sinais de riqueza, ter atenção redobrada ao utilizar bancos e caixas eletrônicos, não reagir fisicamente durante assaltos e evitar caminhar por praias depois de escurecer.

O Departamento de Estado também recomenda evitar bares e casas noturnas sozinho, manter bebidas sempre sob supervisão e redobrar os cuidados em terminais de transporte e no transporte público, principalmente durante a noite.

A atualização, portanto, não representa uma elevação do Brasil para uma nova categoria de risco, mas reforça advertências de segurança já aplicadas ao país e detalha áreas onde o governo americano considera que os riscos são significativamente maiores.

O documento oficial atualizado está disponível no alerta de viagem para o Brasil do Departamento de Estado dos EUA.

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