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Brasileira denuncia bullying contra filho autista em escola na Flórida e faz alerta a outros pais

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21/08/2026 às 17h00
Por: Leandro Vieira Fonte: Da Redação
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Imagem divulgada nas redes sociais
Imagem divulgada nas redes sociais

Uma brasileira que vive em Tampa, na Flórida, usou as redes sociais para relatar um episódio de bullying envolvendo o filho autista e fazer um alerta a outros pais sobre a importância de observar mudanças de comportamento e sinais físicos nas crianças. Gabi Guedes contou que o filho Lucas, aluno da 8ª série, saiu da escola com a camisa rasgada e o rosto inchado após, segundo o relato da família, ter sido vítima de outro estudante.

O episódio aconteceu na terça-feira, dia 11. Gabi explicou que costuma buscar Lucas diariamente na escola e normalmente espera pelo filho do outro lado da rua. Ele atravessa e entra no carro. Naquele dia, porém, ela estava utilizando um veículo diferente e decidiu telefonar para avisá-lo.

Foi então que percebeu que havia algo errado.

Segundo a brasileira, quando avistou Lucas, ele segurava alguma coisa na altura da barriga. Ao se aproximar, percebeu que a camisa estava rasgada e que o rosto do filho apresentava inchaço e vermelhidão.

Inicialmente, Gabi não sabia o que havia acontecido. Como Lucas fala pouco, ele também não conseguiu explicar imediatamente a situação. Depois, entretanto, contou à mãe que havia sofrido bullying.

A brasileira relatou que ficou desesperada ao perceber o estado do filho, mas tentou controlar as emoções diante dele, por saber que Lucas é muito sensível.

Após descobrir o que havia acontecido, Gabi retornou à escola com Lucas para procurar explicações e comunicar o caso à direção.

Segundo seu relato, já na entrada, uma funcionária ficou assustada ao ver o estado do adolescente. Gabi afirmou que o filho é muito querido pelas pessoas da escola. A funcionária encaminhou mãe e filho imediatamente à diretora e acionou, pelo rádio, a polícia da escola.

Durante a conversa com a direção, Lucas inicialmente não queria contar o que havia acontecido. A situação mudou com a chegada de outra pessoa que já conhecia o adolescente e conseguiu estabelecer uma comunicação melhor com ele.

Lucas então teria identificado como responsável pelo bullying um estudante que havia estudado com ele no último período escolar daquele dia. De acordo com Gabi, o filho também confirmou a identificação quando lhe mostraram uma fotografia do aluno.

A diretora informou à mãe que tomaria providências e que os dois estudantes seriam separados, não permanecendo mais juntos. Por questões relacionadas à privacidade do outro aluno, a escola não forneceu à brasileira, informações sobre o estudante ou seus responsáveis, mas, segundo Gabi, a direção garantiu que o caso seria tratado.

Além das marcas físicas, o episódio provocou um forte impacto emocional na família. Gabi contou, chorando, que se sentiu impotente diante do sofrimento do filho. “É muito triste você levar o filho para uma escola, onde ele deveria aprender, e ele passa por isso. Ele me disse que não quer ir mais para a escola porque está com medo, e eu entendo isso.”

Durante o atendimento na escola, outra mãe que presenciou a situação procurou confortar a brasileira. Segundo Gabi, a mulher contou que a própria filha já havia enfrentado um problema semelhante e afirmou que a direção da escola havia tomado providências naquela ocasião. Ela pediu que Gabi tentasse ficar tranquila e demonstrou confiança de que a diretora também resolveria o caso de Lucas.

O relato chama atenção para um problema especialmente delicado quando envolve crianças e adolescentes autistas ou com dificuldades de comunicação, que nem sempre conseguem contar imediatamente aos pais ou responsáveis o que aconteceu.

Ao tornar o episódio público, Gabi transformou a experiência dolorosa vivida pelo filho em um alerta para outras famílias: observar ferimentos, roupas danificadas, mudanças repentinas de comportamento, medo de frequentar a escola ou qualquer outro sinal que possa indicar que uma criança esteja enfrentando bullying.

Até o momento, as informações sobre o episódio apresentadas nesta reportagem são baseadas no relato público feito pela mãe. Não foram fornecidos, para este texto, o nome da escola nem uma manifestação independente da instituição sobre o caso.

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